sábado, 26 de maio de 2012

CAMPING DO ZÉ ROQUE (PARTE 2)

 O dia amanheceu ensolarado, acordamos com o Peru atrás da barraca e fazendo seus "Glu-glus". Café da manha tomado, crianças entusiasmadas e energizadas para aventura. Logo saindo do camping do Zé Roque, as crianças ficaram loucas de vontade para andar nos pedalinhos, conseguimos "negociar" e seguir caminhada, pouco mais a frente nova descoberta, a casinha do Tarzan e os balanços, nessa não teve "negociação", paradinha de 30´minutos até as crianças enjoarem dos brinquedos. Retomada rumo a cachoeira, antes mesmo de pegar o calçadão que dá acesso a cachoeira nos deparamos com o pessoal do boiá-cross, ou como os campistas do Zé Roque apelidaram "enrosca bóia", já que no caminho do rio haviam muitas pedras, os aventureiros das bóias na maioria do caminho tinham que descer p/ desenrosca-las. Mesmo assim fiquei com vontade de me aventurar, mas por receio das crianças se machucarem nas pedras, a idéia foi descartada.   
 A cachoeira fica aproximadamente uns 10 minutos de caminhada do camping,  a estradinha que dá acesso até a praça comercial antes da trilha da cachoeira é de calçamento, não se tem acesso de carros até lá o que torna a caminhada mais tranquila, segura e agradável, ainda mais p/ quem tem crianças e não precisa ficar dividindo espaço com os carro. Para quem vai de carro, tem um estacionamento logo no começo do calçadão.  A praça comercial antes da trilha tem lojinhas de lembranças e alguns restaurantes, todos com preços justos e comida farta. 

 Ao entrar na trilha da cachoeira, logo de cara nos deparamos com uma bela morena, de biquine deitada sobre as pedras fazendo pose enquanto sua amiga batia algumas fotos. Assim como eu, vários outros marmanjos barbados tentando resistir de NÃO olhar, enquanto nossas esposas fiscalizavam para que lado iam nossos olhos, sob pena de advertência, multa e repreensão. Algumas esposas que ali estavam, incomodadas como o exibicionismo da bela morena, tentavam apressar o passo da caminhada, algumas até mesmo puxando seus maridos pelo braço. Para não dar B.O. com minha esposa, preferi não registrar esse fato com fotos, mas mesmo eu tentando não olhar, o pequeno Dudu no meu colo, virou minha cabeça na direção da morena, apontou e disse "-Papai, bunda, bunda...".

 Na trilha existem várias pontes de madeira sobre o curso das águas que cortaram o terreno em várias pequenas ilhas, tornado um espetáculo de paisagens, o lugar é super conservado e existem várias placas orientando o turista a não jogar lixo e manter a conservação da natureza. É PROIBIDO entrar na trilha com comida, latinhas de refrigerante, cerveja ou garrafas descartáveis, PROIBIDO também, acampar, acender churrasqueira ou fogueiras na área de conservação.

 A corredeira é rasa, água bem gelada e de coloração acastanhada devido ao desgaste das pedras e seus minerais. Água limpa que dá vontade de beber, pelo menos meu Duduzinho tomou bastante entre uma advertência e outra, e até o presente momento nenhuma consequência ou sequela disso. As crianças se divertiram bastante em brincar na corredeira.







 Eu mesmo não pude resistir, e acabei entrando na água também. O lugar é encantador, com facilidade no caminhar você perde a noção de tempo. Cada cantinho que você olha vai encontrar algo que te chame atenção e te prender nos detalhes. O som da água correndo, som da cachoeira mais ao fundo, os pássaros cantando, o vento balançando a copa das árvores e o cheiro do mato e da água.
 Uma verdadeira terapia para aqueles que assim como eu vivem o estresse diário da cidade do trânsito e de passar o dia todo no escritório em frente a um computador por incansáveis horas.











 Tentamos chegar o mais próximo possível da cachoeira, logo no inicio da subida das pedras encontramos uma certa dificuldade, não que fosse difícil, até mesmo porque eu e minha esposa já fizemos até rapel em cachoeira (Brotas), mas por conta das crianças, os pequenos não conseguiram escalar algumas pedras, minha filha Isa, chegou até mesmo ralar o joelho num escorregão, mesmo assim não perdeu a esportiva e encarou o desafio. 



 Meu pequeno Dudu queria seguir mais adiante, ficava apontando em direção a cachoeira e mandando eu ir alem. Numa futura aventura, com ele um pouco maior, eu vou tentar tomar um banho no pé da cachoeira, descarregar o estresse acumulado. Sentir essa força e beleza da natureza, quem sabe até mesmo fazer um rapel. Alias não vi ninguém praticando essa modalidade por ali, talvez nesse dia não tivesse nenhum grupo.




 A hora de almoço aproximava, de longe já dava p/ sentir o cheiro que vinha dos fogões a lenha dos restaurantes, a fome bateu, dava p/ ouvir o barulho do estômago gritando, nessa hora, a caminhada foi apressada, por um lado eu e minha esposa acelerando p/ chegar ao restaurante, do outro as crianças tentando desacelerar p/ brincar um pouco mais na trilha e deslumbrados com cada descoberta que faziam, das teias de aranhas, dos insetos e dos animais que achávamos pelo caminho e nas árvores. Quando chegamos na praça, ficamos perdidos, em qual restaurante ir, todos eram bons, de todos os lados vinham os aromas da boa comida misturada com o cheiro da lenha queimando, ainda mais p/ gente que na noite anterior havíamos passado com salsicha, almondegas e macarrão empapado.

 Decidimos pelo "Restaurante Cachoeira", esse cabe no conceito (3B-bom, bonito e barato), logo que entramos, perguntamos se aceitava cartão.
NÃO ACEITA NENHUM TIPO DE CARTÃO.
 Poderia ser um ponto negativo, mas esse restaurante, alem do conceito (3B), se enquadra no também no conceito CAMARADA, ponto mais que positivo. O gerente nos deu a opção de depositarmos na conta do restaurante ou pagar no dia seguinte, optei na segunda opção, honrando o compromisso no dia seguinte.

 A comida é de primeira, tem um fogão a lenha gigante, com diversas opções de comidas, misturas, saladas e sobremesas. Comida sempre quente, e mal as panelas estavam na metade, já aparecia alguem da cozinha com outra cheia. O atendimento rápido com garçons de uma simpatia enorme, nota 10 com louvor. De tão boa a comida, perdi os modos e a educação,  fiz um prato gigante, daqueles tipo "montanha", Não consegui colocar tudo que gostava no prato, tive que dar uma segunda viagem no fogão.  Meu Duduzinho me acompanhou nos pratos "monstros" e comeu até estufar a barriga.



 Saindo do restaurante, vimos uma agitação de pessoas, era uma turma brincando no "TIBUM", não deu p/ resistir, tive que colocar minha esposa lá debaixo (contra a vontade dela é claro).





 Um brinquedo simples e super bem bolado, é uma gruta de pedras, dentro dela tem uma canaleta e logo acima fica um tambor preso por uma cinta de metal pouco abaixo da metade, no fundo um pequeno peso p/ quando tiver vazio voltar a posição de pé, esse tambor é abastecido de água de uma mina encanada, quando cheio o tambor desequilibra, vira e desce uma enchurrada de agua em cima de quem tiver embaixo. é uma ótima idéia p/ tirar ressaca ou p/ dar uma acordada depois de um almoço tão bom.

video


 Voltando ao camping do Zé Roque, as crianças relembraram da "negociação" sobre o pedalinho, e ficaram o caminho todo cobrando, não tive como escapar, promessa feita tem de ser comprida. Ainda mais quando as crianças se comportaram tão bem.   Alem do mais, foi ótimo p/ ajudar na digestão, de tão cheio, o estomago lotado me incomodava durante a caminhada.
 

 Chegando ao camping do Zé Roque, criançada indo tomar um bom banho quente no delicioso chuveiro aquecido no fogão a lenha, hora da naninha da tarde, soninho sagrado p/ repor as energias, e dar um tempinho p/ os pais conversarem e planejar o passeio da noite.

-Informações básicas:

Restaurante Cachoeira: 18,00/pessoa, crianças até 5 anos não pagam. Não aceitam nenhum tipo de cartão.

 

Enquanto as crianças dormem, os pais ficam brincando com a câmera fotográfica.

Um abraço.
Família costa.

domingo, 13 de maio de 2012

CAMPING DO ZÉ ROQUE (PARTE 1)

Expectativas a mil, e São Pedro mandando chuva durante toda semana, eu acompanhando diariamente a previsão do tempo, feriadão de Pascoa chegando, criançada perguntando todos os dias se iamos ou não...
Simpatia do ovo na janela no meio da semana, passadinha no Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, e coincidência ou não, a Santa ajudou... Ceu aberto a vista....

Escolhemos o Camping do Zé Roque em Joanópolis, pela proximidade com Campinas, apenas 100km, poucos pedágios que teriamos que pagar (apenas 10,90 na ida e 10,90 na volta), preço da diária, e por dois importantes e decisivos pontos, a cidade de Joanópolis (Capital do Lobisomem, ou como diz minha filha Isadora de 4 anos "A Cidade do Lobo Mal que é bonzinho"), e pela Cachoeira dos Pretos.
Já conhecia a cidade por outras 2 oportunidades que tive quando namorava minha atual esposa, uma em qua ficamos na Pousada Marina dos Bosques, e uma outra na Pousada do Fogão Azul, mas em nenhumas delas tinhamos conseguido chegar até a cachoeira por conta de na época a estrada ainda ser de terra, e devido a chuva, que até Jeep tinha dificuldade de acesso até lá, de teimosia ainda tentei com um velho Gol 1000 93/94 ir até onde dava, mas de tanto escorregar na lama, acabamos por desistir.

 Com informações que peguei nos sites (www.ocampista.com.br e ww.campingefamilia.blogspot.com.br), pude ter idéia do que nos esperava no camping e quais "tralhas" seriam necessárias para essa aventura, carro lotado, todos felizes, vamos acampar. 
 Chegando e Joanópolis, morrendo de fome, nos deparamos com uma Sexta-feira Santa seguida a risca pela população e mais ainda pelo comércio, típico do encanto de uma cidade do interior, sem muitas opções para comer, seguimos as placas que nos levaram a um Bistrô e Capriário, realmente o lugar era lindo, enquanto o restaurante não abria, pudemos conhecer o local do tratamento e manuseio das cabras, onde se fazia a ordenhadas e dali o leite virava queijo e outras delicias mais. O Restaurante era fino, a comida de uma qualidade e sabor imagináveis, mas como todo Bistrô, paga-se muito, come-se pouco, e com a fome de um viajante, o pouco se torna muito pouco. Não criticando o restaurante, mas achei incoerente um Bistrô de qualidade numa cidade de interior, onde o turista procura uma comida mais calórica com os requintes de um fogão a lenha e o sabor do interior.

 
 Finalmente chegamos ao camping, fomos recbidos pelo "Menino da Porteira", de uma simpatia enorme, sorridente, nos abriu a porteira. Depois de adentrar o camping, achei estranho ninguem vir nos atender ou dar explicações de como funciona o camping, fui até uma mulher que estava sentada em frente a uma salinha próximo as banheiros, não lembro o nome dela, foi nosso primeiro contato com alguem do camping, ela nos explicou onde estariam as tomadas, como funcionava os chuveiros, a questão do horário do som, e quais locais poderiam ser acampados.
Fonte: campingtotal.blogspot.com.br
A procura de um lugar para montar a barraca foi díficil, como haviamos chegado na sexta, lá pelas 14:30, o camping já estava bem habitado, queria ter ficado próximo a margem do rio, mas por já estar lotada, e eu tambem ter ficado com receio da chuva e ja ter enfretado muitas enchentes na cidade de Campinas, preferi a parte mais alta, de inicio escolhi ficar próximo a cozinha comunitária, mas minha esposa, preocupada com as crianças e mais ainda com meu pequeno, ágil e destemido Duzinho de 2 anos, que a qualquer bobeada sai correndo passando em meio aos carros em movimento e mexendo nas barracas alheias por pura e simples curiosidade, prefirimos uma área onde teriamos mais controle da situação, então fomos ao pasto ou estacionamento, era a unica área cercada para impedir algum incidente com as crianças, pois como diz um colega de trabalho "-Filho é igual a peido, só quem fez aguenta".

 Por sorte o sol da tarde projetava sombra da unica arvore que tinha no pasto para cima da barraca, coloquei a velho plástico preto no chão para evitar infiltrações e proteger o piso da barraca. Já se inclui na minha de lista de futuras aquisições ou manufatura de tralhas, um piso ecológico e uma lona amarela.
Como todo bom campista, na hora da montagem da barraca, tinha de ter o momento, do "Puts", pois é, puts, esqueci de comprar um martelo de borracha.
Logo próximo achei uma daquelas boas pedras "mata cão". que me serviu de martelo para colocação das estacas, e o solo do pasto, devido ao pisoteamento diários dos animais, estava bem compacto, o que me deu tranquilidade que numa possivel mudança de tempo com ventos fortes, pelo menos a barraca não sairia voando, por sorte isso não aconteceu;
Barraca montada, esposa enchendo os colchões inflaveis enquanto as crianças faziam deles pula-pula.
A tarde chegava e ja dava para sentir que o relógio desacelerava e o ritimo estressante da cidade já havia ficado para tráz. Meu menino Duzinho e minha Filha Isadora, detonavam o pacote de biscoito de polvilho, o que logo foi percebido pelas galinhas e pelos perus que ali ciscavam, e passaram a rodear nossa barraca a procura de migalhas.
  As vantagens de ter ficado instalado no Pasto/Estacionamento eram que dali tinhamos a vista previlegiada da cachoeira, e por só estarmos nos ali, tinhamos tambem total privacidade e tranquilidade, alem de que a cerca limitava as crianças de sairem correndo em meio aos carros ou incomodar os outros campistas. O barulho da cochoeira era constante, e variava de alto, medio ou baixo dependendo da direção do vento.


 A noite chegou, e dessa vez o "Putz", veio junto com o velho amigo de todos, o " Murphy".
1º parte o "Puts". Na confiança que minha esposa tinha pego a caixa com as tralhas necessárias para fazer nossos alimentos no camping, e com o carro superlotado, ficou para tráz o fogueiro, os temperos, os pratos, talheres e copos.
Ainda bem que o pessoal do camping nos emprestou uma churrasqueira, alguns talhares  e nos forneceram 2 sobras de sacos de carvão sem cobrarem nada por isso.
Menu do Jantar: Salsicha cozida e macarrão empapado sem tempero. Tava tão ruim a coisa que as crianças ficaram só na salsicha, nem eu consegui comer o macarrão. Consegui depois deixar as brasa em chamas e fiz umas almondegas. No final da janta de cagada joguei a sobra do óleo na churrasqueira, de cara subiu uma labareda enorme, por muito pouco minha tenda gazebo não se incendiou, e por sorte a agua que faria o café do dia seguinte, estava a mão e serviu para apagar o fogo.  
2º parte o "Morphy". Dessa vez minha teimosia fez com que o amigo indesejável Morphy desse uma passada pela nossa barraca. quem se lembra no post anterior, sobre iluminhação, fiz minhas próprias lampârinas, sistema 3B, boa, bonita e barata. Tudo certo se não fosse por um detalhe técnico, ao qual sabia e incisti em fazer, mesma sabendo que ia dar errado. Minhas lâmpadas eram de 110V, a tensão da tomada que eu puxei minha extensão, era de 220V. incisti nas lâmpadas erras e apenas com 15min. de funcionamento provocou um superaquecimento tamanho que antes mesmo de estourar os filamentos, conseguiu derreter os bocasi das lâmpadas. Mais um aprendizado com o amigo Murphy, se alguma tiver que dar errado, vai dar.
 Depois de uma tempestade vem a calmaria, no nosso caso, depois de um Blackout, vem um dia enscolarado. nada mais gostoso do que tomar um café da manhã sentindo o cheirinho do mato, da natureza, com uma vista previlegiada da cachoeira escutando o barulho da agua e dos passarinhos.
 Sobre o camping, só posso dizer que é tudo de bom.
 -Tem bastante pontos de tomadas, tanto 110V qanto 220V.
 -O fogão a lenha é otimo, mesmo não tendo tido a oportunidade de usa-lo.
 -Os banheiros são limpos várias vezes ao dia, e o chuveiro aquecido no fogão a lenha é indescritivel de tão  bom, com agua numa temperatura gostosa e relaxante.
 -O preço da diária para feriado de Pascoa foi o mais barato que eu encontrei, o acesso ao camping é bom em estradas pavimentadas, a infraestrura do camping é muito boa.
Camping Zé Roque - Joanópolis - SP.
Coordenadas para GPS 22.963477S 46.172273W
Telefone (11) 4539-3416, não tem site. 
Valor da diária : R$15,00/pessoa (consulte antes de ir)